Dylan é um outro

Carlos Inácio Coelho Neto*


Em carta enviada a Georges Izambard, em setembro de 1870, Rimbaud escreveu uma frase curta, direta, que aparentemente está perdida no texto escrito ao seu ex-professor. Trata-se da frase “Eu é um outro”[1]. A frase remete ao espelhamento da própria identidade, personalidade ou ego em uma outra identidade, personalidade ou ego. Existe nela a recusa de ser alguém ou algo definitivamente. O jovem poeta indica, talvez intuitivamente, a necessidade de assumirmos/possuirmos diferentes personas e devemos, portanto, vivê-las afim de experimentarmos diferentes modos de estar no mundo.

Robert Allen Zimmerman sempre foi outros. Ao longo da sua vida assumiu as mais diversas personalidades, começando pela adoção do nome pelo qual seria imortalizado pelo legado musical que vem construindo nas últimas cinco décadas. Desde jovem a poesia, a literatura e a música despertaram seu interesse e paixão. Adotou o nome do poeta galês Dylan Thomas como sobrenome. Aliás, poeta que influenciou fortemente poetas e escritores responsáveis por criar o movimento beatnik. Movimento literário que forneceu toda matéria prima necessária à constituição da contracultura nos Estados Unidos, a qual Robert Zimmerman participou ativamente. Desse modo, Robert Allen Zimmerman, entrou em modo standby, cedendo o lugar a Bob Dylan.

A conexão de Bob Dylan com a poesia está em suas origens artísticas. Aos 12 anos já rabiscava seus primeiros versos. Mas como dissera Leminski no vídeo Ervilha da Fantasia (1985) é muito fácil ser poeta na juventude. Todos fazem seus versos durante a juventude, a maioria abandona esse afazer, guarda seus versos como registro de um momento da vida. Os poetas de verdade continuam a fazer seus versos ao longo de toda sua existência. Bob Dylan está passando pelo seu 75º ano de vida fazendo versos. Continua se reinventando, tornando-se sempre outro, como nenhum artista fizera até então.

Desde antes do momento em que seu eu espelhou-se em um outro e Robert Zimmerman tornou-se Bob Dylan a poesia já o acompanhava. É muito possível que antes de ter sido despertado para a música, ele havia sido despertado para a poesia. Percebendo a ligação íntima entre música e poesia, não teve porque optar por uma delas, resolveu uni-las, descobrindo a maneira apropriada de realizar suas pretensões de jamais ser cristalizado numa definição.

Décio Pignatari em O Que é Comunicação Poética diz que “A poesia parece estar mais do lado da música e das artes plásticas e visuais do que da literatura”[2].  Não é absurdo algum considerar verdadeira essa tese, uma vez que a poesia, assim como a música, possui ritmo, sua sonoridade, assim como na música, preocupa-se em produzir imagens, provocar sensações, prezando por fazê-lo de modo abstrato, completamente despreocupada quanto à produção de significados. Podemos considerar haver uma ligação sanguínea entre poesia e música.

Talvez intuitivamente Bob Dylan tenha percebido essa ligação e resolveu seguir fazendo as duas coisas. As mudanças pelas quais passou pessoalmente e artisticamente sempre estiveram em acordo com sua procura íntima por jamais se prender a um rótulo. Essa busca constante por descobrir a si mesmo jamais foi compreendida por seu público, contudo, o ímpeto criador diretamente ligado tanto à música quanto à poesia, mais do que qualquer outro tipo de manifestação artística, garantiu que Bob Dylan se mantivesse no caminho de sempre trazer ao mundo algo novo, fugindo das garras da repetição.

A preocupação de Bob Dylan em se manter livre de formatações, colocando-se em constante transformação, impedindo a cristalização indissolúvel de uma identidade remete à natureza poética cuja liberdade consiste em sempre criar novas formas. Dylan continua fazendo isso, essa é a tônica da sua existência e que rendeu críticas por parte de seus admiradores. As mudanças em sua obra artística acompanha as mudanças da sua personalidade. Quando a vida o joga por uma direção sua arte o acompanha.

Nesse sentido Dylan não é um artista convencional, preocupado em manter seu público cativado. Seu ethos de poeta o coloca em movimento, um nômade preocupado em encontrar novos territórios que supram suas necessidades artísticas, mas também pessoais. Pouco importa se isso agradaria o público que formou, tampouco seus admiradores, muitos dos quais ligados ao mundo das artes. Se o instinto criador apontava para uma nova direção, para lá Dylan seguia independente do rastro de decepção e fúria que deixasse para trás.

A década de 60 sem dúvida é a mais frutífera da história do rock. Obras primas foram gravadas naquela década. Bandas fantásticas, compositores, músicos com incríveis carreiras solo, as mais variadas vertentes do rock surgiram nesta década, responsável por expandir as experiências sonoras desse gênero musical. As possibilidades de criação na esfera do rock pareciam infinitas. Não seria exagero afirmar que todo esse universo direta ou indiretamente gravitou em torno da música de Bob Dylan. Justamente por Dylan ter seguido seus instintos e realizado as transformações que sentia necessárias para atender cada nova demanda pessoal por novas formas de se expressar através dos versos e músicas.

Jimi Hendrix declarou em diversas entrevistas ter sido influenciado pela música de Dylan. Em seu histórico e marcante show no Monterey Pop Festival de 1967 tocou sua versão para Like a Rolling Stone, música marcante para a eletrificação da música de Dylan. Sem falar na célebre versão de All Along The Watchtower registrada em 1968 no álbum Eletric Ladyland. The Beatles em sua primeira visita aos EUA só queriam conhecer uma pessoa, Bob Dylan. Este apresentou o quarteto britânico à maconha. Depois do encontro com Dylan, The Beatles abandonaram o bom mocismo, reformularam seu som e iniciaram a fase madura da banda, responsável por legar-lhes o lugar de desataque que ocupam na história da música do século XX.

As mudanças na música de Dylan durante os anos 60 foram acompanhadas por mudanças também no conteúdo e forma das letras que escrevia. Podemos identificar três fases distintas nessa primeira década de sua carreira: A fase country/folk/ballad, caracterizada muito mais pelos versos escritos por Dylan do que pelas músicas. Os três primeiros álbuns, os quais analisaremos à parte mais adiante, são compostos por canções em que Dylan praticamente recita seus versos. O violão cumpre função secundária, apenas criando uma atmosfera para o desenvolvimento da métrica declamada pelo cantor.

Depois temos a fase mais roqueira que marca a guinada mais importante da carreira de Dylan, quando resolve aderir à eletrificação da sua música. Essa fase apresenta letras mais metafóricas, buscando imagens mais soltas, despreocupadas em cumprir uma função concreta. Por fim a fase madura, quando estabelece uma sonoridade mais sofisticada, se é que podemos descrever assim. O refinamento musical é acompanhado pelo refinamento das letras, levando Dylan a encontrar a justa medida entre sua música e sua poesia.

Podemos traçar essas fases a partir dos álbuns lançados durante aquela década. Bob Dylan, lançado em 1962, marca o início da carreira de Dylan. Jovem, aos 21 anos, grava seu primeiro álbum sob influência de seu grande herói de juventude, Woody Guthtrie. Na adolescência entrou em contato com a literatura que influenciou os beatnicks. Entre eles Jack London, o escritor que vivia na estrada, mostrando que era possível ser livre tendo pouco. Dylan colocou em prática o que leu nos contos e romances de London. Foi ao encontro de Woody Guthtrie, viu sua “Arma de Matar Fascistas” (é o que estava escrito no corpo do violão de Woody). E quando seu herói estava à beira da morte em Nova York, foi ao seu encontro. Despediu-se de Woody e deu início à sua carreira dando prosseguimento ao legado de seu herói.

O primeiro álbum de Dylan trás canções de forte conotação política e demarcou sua primeira identidade musical, a qual se desdobraria nos álbuns que o sucederiam. No ano seguinte, 1963, vem The Freewheelin' Bob Dylan. No curto espaço de tempo entre um álbum e outro o teor das composições sofre profundas transformações. O conteúdo e forma das letras mostram um Dylan um pouco mais cuidadoso e seguro sobre o que está fazendo. Consegue se afastar do estilo de Guthtrie e firmar o seu próprio. Blow In The Wind abre o álbum, torna-se a canção que impulsiona e marca o território de Dylan entre os ambientes onde a música folk de protesto era cultuada.

Nesse ínterim, a fama de Dylan crescia e não apenas no que diz respeito à sua música, mas às suas letras. O rótulo de poeta já lhe era imputado pelo público que havia conquistado entre estudantes universitários e intelectuais. Contudo Dylan rejeitava o “título” conforme nos relata Robert Shelton no Prelúdio de No Direction Home[3]:

Apesar disso, era comum que se sentisse desconfortável ao ser rotulado de “poeta”. Ele certa vez explodiu comigo: “Essa é uma palavra grande pra caramba para alguém chamar a si mesmo. ‘Poeta!’ Acho que poeta é qualquer pessoa que não se chamaria de poeta. Quando as pessoas passaram a me ver dessa forma, isso não me deixou nem um pouco mais feliz.”[4]

Embora não tenha reconhecido o título de poeta, Dylan não podia controlar esse olhar que estava sendo lançada sobre sua obra. Desde seu primeiro álbum essa marca já o seguia, jamais deixando de ser associada a ele. Seu reconhecimento nos meios literários só cresceu ao longo dos anos, e essa primeira fase de sua carreira foi a base sólida da qual esse reconhecimento foi construído.

Em 1964 são lançados The Times They Are A-Changin' e Another Side Of Bob Dylan, excelentes álbuns que mantém o impacto de Freewheelin' e estabelecem de vez Bob Dylan como representante maior do universo cult intelectual e universitário, nicho cuja trilha sonora consistia na canção de protesto. Esse momento é crucial para os rumos que sua música tomaria a partir dali. Em pouco mais 2 anos, Dylan, com 23, 24 anos já estava na crista da onda, era representante maior de jovens da classe média americana descontentes com os rumos que a sociedade tomava naquele momento. Dylan, mesmo sem querer, havia se tornado uma espécie de líder, quase religioso, a voz de uma geração. Estava no auge mal tinha iniciado sua vida de músico e poeta.

Tudo que poderia ser feito dentro daqueles limites estava feito. Veio o tédio, a falta de paciência com as loucuras que a fama provocava nas pessoas que o rodeavam. Esgotadas as possibilidades de criar algo a partir da folk music, Dylan levantou acampamento e foi buscar novas fontes de inspiração.

1965 marca a primeira grande mudança na carreira de Dylan. Bringing It All Back Home trás as primeiras músicas com uso de banda de apoio, formato tão desprezado pelo nicho político/cultural que desde as primeiras apresentações de Bob Dylan nos cafés do Greenwich Village o cultuavam como representante maior da anti-indústria cultural. Os instrumentos elétricos, principalmente a guitarra, representavam para essas pessoas a submissão da música ao mercado e sua transformação em produto de consumo, perdendo completamente sua força revolucionária.

Dylan não tinha no ativismo político sua prioridade. Para ele importava seus interesses artísticos e ele claramente via no rock possibilidades de novas realizações artísticas. Mudou radicalmente seu modo de vestir e sua postura diante do público, adotou um visual rocker, que associado à nova sonoridade ajudou a criar o contexto propício às suas novas pretensões artísticas. Bringing It All Back Home foi a transição, a interseção entre dois mundos: o acústico e o eletrificado. Há nestes álbuns baladas com levadas e estruturas muito similares ao que fizera em seus quatro primeiros álbuns, como She Belong To Me, Love Minus Zero, No Limit e faixas mais roqueiras como Subterranean Homesick Blues, Outlaw Blues, On The Road Again, sem falar em uma faixa folk Mr Tambourine Man, que agradaria os puristas caso não tivesse uma guitarra ao fundo ornamentando a canção com efeitos slide e licks.

Cabe ressaltar a influência que Dylan sofreu do poeta Allen Ginsberg nesse período. Este um dos poucos admiradores e amigos a apoiarem a mudança estética na sonoridade de Dylan. Podemos nos arriscar a dizer que a influência de Dylan foi determinante para as mudanças no seu modo de escrever as letras e compor suas músicas. Isso podemos perceber no uso de versos mais livre e metáfora mais abstratas.

Inacreditável, mas ainda em 1965, Dylan lança outro álbum igualmente impactante, duas obras primas num intervalo de 5 meses entre o lançamento de um e outro álbum. Bring It All Back Home lançado à 22 de maio e Highway 61 Revisited à 30 de agosto. Neste álbum está definida por completo a nova sonoridade de Dylan. Da primeira à última música a pegada roqueira se faz presente, revestida por arranjos de fundo bem elaborados, com forte teor jazzístico. Destaque para Like A Rolling Stone, faixa de abertura do álbum, que se tornou um épico da música do século XX. Aliás, essa música estabeleceu novos parâmetros para a indústria musical, foi uma das músicas mais pedidas e tocadas nas rádios quando foi lançada, algo difícil de se imaginar para uma faixa tão longa, com mais de 6 minutos de duração. Dylan quebrou inclusive com os padrões da indústria que até então exigia músicas de duração média entre 2,5 e 3 minutos.

Parecia que Dylan havia alcançado seu auge em menos de 5 anos. Tentem imaginar o que se passava na cabeça de alguém que curtia rock nos anos 60 e acompanhara os desdobramentos de Bob Dylan até ali. Certamente fica difícil conceber alguém que esperaria um álbum à altura de Highway 61 Revisited nos próximos anos. Ainda mais após um ano do lançamento de dois álbuns em que claramente um era a sequencia do outro e que podem inclusive ser compreendidos como uma mesma obra.

Aí a genialidade de Dylan não para de surpreender, sua capacidade de se reinventar e a necessidade de sempre fazer valer seu ethos nômade faziam a diferença a seu favor. Menos de um ano após o lançamento de Highway 61 Revisited, Dylan lança, em maio de 66, o álbum duplo Blonde On Blonde. Assustador imaginar que ele fora capaz de em menos de dois anos produzir três obras primas, recheadas de excelentes canções, onde se encontram elementos de tudo que fora feito na música do século XX até então. Muitos estilos musicais, estruturas e sonoridades foram reunidas por Dylan e cuidadosamente manuseadas por ele.

Em Blonde On Blonde Dylan vai na contramão do que havia feito nos dois álbuns de 65. Criou um álbum permeado por músicas mais densas, carregadas de expressividade, uma antítese da pegada entusiástica e garageira à la Dylan, porque não, em Highway 61 Revisited. Dylan concentra as composições de seu primeiro álbum duplo no que há de mais intenso no blues, no country e folk. As mutações continuaram e tudo indicava que o talento de Dylan não conhecia limites. Não havia formas que não pudessem ser destruídas para num outro momento servirem de matéria prima para novas estruturas.

Os álbuns seguintes, John Wesley Harding (1967) e Nashville Skyline (1969), são o retorno de Dylan às suas raízes folk, porém amplamente revestidas pelas descobertas realizadas através das experiências que teve ao se aventurar pela música eletrificada. John Wesley Harding trás baladas calmas, reflexivas, amparadas por uma atmosfera musical intensa, rica em melodias, harmonizações e efeitos instrumentais diversos. Dylan encontra o meio termo entre a música de protesto acústica e o rock´n roll permeado de todo aparato elétrico. Mais uma vez Dylan avança sem recorrer à comodidade de repetir aquilo que já deu certo. Isso tudo em menos de uma década.

Nashville Skyline encerra as três fases que marcam as transformações empreendidas por Dylan no primeiro momento de sua carreira. Pode-se dizer tratar de um álbum country num sentido mais completo. Músicas cadenciadas, com melodias mais densas, explorando tonalidades graves, para encorpar a voz de Dylan, resultando num efeito dramático e intimista.

A década de 60 termina, Dylan mantêm-se na interseção, sempre num movimento de transformação. Jamais parou de se definir, passou pelas décadas seguintes produzindo bons e excelentes álbuns. Claro, a frequência de composição e lançamentos de novos álbuns diminuiu. Importa, contudo, que quando novos álbuns foram compostos eles tinham por trás uma intenção artística, o desejo de Dylan em mostrar algo novo. Diferente de outros artistas e bandas que mantiveram suas carreiras moribundas ao longo das décadas, apenas para continuar ganhando a vida como uma banda. Exemplo maior são os Rolling Stones que estão na estrada por mais de 50 anos e há mais de 20 sem lançar algo com o mínimo de qualidade. São praticamente uma banda baile sempre tocando o mesmo batido e desgastado repertório com os hits que consagram a banda, todos compostos nos anos 60 e 70.

Dylan ainda está na ativa pela música, seus álbuns trazem sempre mudanças, por mínimas que sejam. Ele ainda tem o que nos dizer. Nada de tentar parecer o roqueiro rebelde das duas primeiras décadas de sua carreira. Há tempos esse Dylan não existe mais, o que não é motivo de lamentações, pois o Dylan velhinho tem novidades a nos mostrar, revelando qual o seu ponto de vista desta posição na escala da vida. Basta ouvir os seus dois últimos álbuns: Shadows In The Night (2015) e Fallen Angels (2016). Neles encontramos um Dylan suave, contemplativo, assumindo uma postura de crooner, revelando um outro Dylan, até então desconhecido por nós.

          Dylan é muitos outros ainda, que não mostramos aqui. O cínico, que respondia sempre de forma debochada as perguntas banais feitas por jornalistas preocupados apenas com o que viam na superfície de sua obra. Incapazes da acuidade visual necessária para enxergar a genialidade escondida nos detalhes. O cristão convertido pela aparição de Cristo diante de si. Durante toda sua trajetória apenas algo se manteve constante: sua necessidade de se expressar através da música e da poesia.


AUTOR
*Carlos Inácio Coelho Neto. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor da Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Editor, criador e colunista do site de música Oganpazan  (www.oganpazan.com.br).

REFERÊNCIAS:

PIGNATARI, Décio, Comunicação Poética, Cotia - SP, Atelie Editorial, 2006.
RIMBAUD, Arthur, Correspondência de Arthur Rimbaud (Coleção Rebeldes e Malditos 04), Porto Alegre – RS, L&PM, 1983.
SHELTON, Robert, No Direction Home: A Vida e a Música de Bob Dylan, São Paulo – SP, Editora Lafonte, 2011.




[1] RIMBAUD, Arthur, Correspondência de Arthur Rimbaud, pág. 34.
[2] PIGNATARI, Décio, O Que é Comunicação Poética, pág. 9.
[3] No Direction Home é considerada a melhor obra biográfica escrita sobre Bob Dylan. Isso porque Robert Shelton esteve próximo a Dylan desde o início da carreira do compositor, rendendo amizade entre ambos. Amizade que lhe permitiu conhecer a intimidade de Dylan, colocando em situação privilegiada em relação a outros estudiosos. Além disso, Shelton teve acesso a fontes que nenhum outro biógrafo teve como os pais de Dylan, por exemplo.
[4] SHELTON, Robert, No Direction Home: A Vida e a Música de Bob Dylan, pág. 12-13.

FEIRA DE SANTANA-BA | nº 4 | vol. 1 | Ano 2016


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