Chamada de dossiê

Dossiê Filósofos Brasileiros
Qual seria a característica constituinte que designaria um autor como sendo um “filósofo brasileiro”? Seria ter nascido por estas bandas e mais tarde em sua vida partido para outro país, assim contribuindo para a filosofia não em seu idioma de origem, mas naquele que o acolheu? Ou pode ser um estrangeiro adotado por nossas terras tropicais, abraçando também o português para a construção de sua filosofia? As possibilidades são muitas, e o Brasil como país que abriga os mais diversos tipos culturais, não deixa de se furtar a também encontrar esta diversidade no seio de seu pensamento filosófico. Estrangeiros ou naturais do Brasil, nosso foco com o presente dossiê é buscar estes autores que atuaram (e atuam) de modo a enriquecer o que podemos conhecer como “filosofia brasileira”, a partir do momento em que adotaram a identidade de “filósofo brasileiro”. Matias Aires, Vilém Flusser, Benedicto Nunes, Paulo Freire, Bento Prado Jr., Marilena Chauí, Thales de Azevedo, Oswaldo Porchat, Farias Brito, figuras das mais diferentes formações filosóficas, que escreviam (e escrevem) sobre os temas mais diversos, cada um vindo de diferente canto do país e do globo, e ainda assim que conseguem ser unidos nesta frase por esta mesma identificação de “filósofos brasileiros”. Convidamos escritores para refletir o pensamento destas figuras importantes para o desenvolvimento da intelectualidade nacional.

O dossiê será publicado no número 8 de Revista Sísifo, em novembro de 2018. O prazo para envio de artigos para este número é até 15 de outubro de 2018. Os artigos devem ser enviados para o e-mail sisiforevista@gmail.com, obedecendo as regras estipuladas na seção submissão.


Dossiê Angústia e Melancolia na Modernidade
[encerrado]

Tudo começa com o sol. A Terra perde seu lugar originário. Não mais é centro. E assim também não o são os humanos. Humanos que começam a desbravar seu planeta. Aventuram-se pelos mares em viagens longuíssimas. Descobrem novos povos que apontam para novas maneiras de pensar. Mas que muitas vezes são tidos como selvagens. E outras, prova da corrupção que a sociedade 'civilizada' provocou no 'homem'. E então vêm as catástrofes. Lisboa em chamas. Onde reside a segurança e a bonança divinas assegurando os bons povos cristãos? Questionar a religião é questionar a Igreja que é questionar a organização do Estado. Por que vivemos em tamanha miserabilidade? Libertar-nos-emos! Por trás do furor revolucionário, sentimentos antigos a acompanhar o filósofo europeu da modernidade. Desde o destronamento da Terra como centro do universo, a angústia a melancolia escalaram as paredes do panteão filosófico e lá instalaram residência. Mesmo quando não abordando a temática diretamente, pode ser notada nos escritos dos autores do período certa inquietação causada por estes dois sentimentos. E quem diria que sentimentos costumeiramente tratados como negativos, ruins, fossem contribuir tanto para o pensamento filosófico ocidental! Assim, propomos para a Revista Sísifo o dossiê "angústia e melancolia na modernidade". Leiamos as entrelinhas destes autores que tanto fizeram por nosso pensamento (nos aspectos bons e ruins) e busquemos as inquietações que os levaram a compor tais escritos. Investiguemos como estes sentimentos se manifestam nas mais diversas formas em sua obra.

O dossiê será publicado no número 7 de Revista Sísifo, em maio de 2018. O prazo para envio de artigos para este número é até 01 de abril de 2018. Os artigos devem ser enviados para o e-mail sisiforevista@gmail.com, obedecendo as regras estipuladas na seção submissão.

Bruna Torlay
Jarlee Oliveira Silva Salviano
organizadores


Chamada referente ao dossiê em homenagem a Bento Prado Jr.
[encerrado]

Algumas palavras, de uma apresentação desnecessária
Bento Prado de Almeida Ferraz Júnior, ou Bento Prado Jr, ou Bentão: não importa o nível de proximidade, é muito provável que – se você estuda filosofia – seus caminhos já tenham se cruzado com algum trabalho desse grande professor, orientador, tradutor... poeta. Filósofo. A seu trabalho mais conhecido, Presença e campo transcendental(1988), seguem-se Filosofia da psicanálise (1991), Alguns ensaios (2000), Erro, ilusão, loucura (2004) e A retórica de Rousseau e outros ensaios (2008) – o que, por si só, justificaria essa homenagem. Mas Bento fez mais pela filosofia brasileira, e as centenas de professores de filosofia que assistiram suas aulas, receberam orientação ou foram ajudadas de algum modo sabem disso. Assim, a Revista Sísifo, em reconhecimento desse trabalho convida todos a colaborarem.
O dossiê será publicado em fevereiro de 2018, numa edição especial da Revista Sísifo. O prazo para envio de artigos em submissão espontânea é até 10 de janeiro de 2018. Os artigos devem ser enviados para o e-mail sisiforevista@gmail.com, de acordo com as regras estipuladas na seção "Submissão".
Luciano Donizetti
(organizador)

Chamada referente ao dossiê Mulheres e Filosofia
[encerrado]
            Ao longo da história da filosofia, mulheres foram excluídas da produção de conhecimento e desacreditadas no papel de filósofas. A filosofia tem sido um conhecimento dos homens. Essa invisibilidade epistemológica provoca o silêncio em torno da produção de mulheres do passado e das de hoje, desencorajadas a se aproximar da razão, manejar conceitos, produzir conhecimento. Isso se fez devido à relação de exclusão criada entre o feminino e a razão. O sujeito do conhecimento, apesar de ter sido sempre tratado como universal e, por vezes, transcendental, sempre teve gênero, raça e lugar implícito a seu pretenso caráter científico. O feminino foi através das teorias modernas – sejam as teorias epistemológicas, sejam as teorias políticas e de ética –, assimilado com o espaço privado, o cuidado, a sensibilidade que, não por acaso, é colocado por essas teorias como tendo papel secundário em relação à razão, que organiza o conhecimento científico e a vida pública da política. Os exemplos de posicionamentos misóginos aparecem em grande número e permeiam grandes obras de vários cânones da história da filosofia. À mulher, o outro da razão, não cabe o exercício da filosofia que, apesar de ter abandonado atualmente em grande medida o caráter metafísico que lhe foi constitutivo, ainda opera através de uma linguagem generalista que se pretende isenta das relações de poder que permeiam as relações entre gênero, raças e etnias.
Ao propor um dossiê sobre a relação das mulheres com a filosofia, buscamos expor a presença das mulheres na filosofia, apresentando-as como protagonista na história do conhecimento e quebrando o padrão masculino hegemônico. O dossiê busca abrir espaço para discutir gênero como conceito filosófico, expondo essa categoria que normalmente é desconsiderada pela investigação filosófica, inclusive pela filosofia contemporânea. Porém, indo além desse debate, o dossiê pretende também lançar luz sobre a obra de filósofas, independente do tema discutido por elas. Evidenciaremos a mulher como sujeito do conhecimento, apresentando filósofas com obras expressivas, criadoras de sistemas e ricas leitoras de seu tempo. Para realizar essa reflexão, sugerimos o diálogo com obras de autoras como Hannah Arendt, Simone de Beauvoir, Judith Butler, Edith Stein, Mary Wollstonecraft, Nancy Fraser, Dorit Bar-On, Chantal Mouffe, Rahel Jaeggi, Angela Davis, Gayatri Spivak, Iris Young, Simone Weil, entre outras, abordando os temas investigados em suas obras.

O dossiê será publicado na edição de novembro de 2017 da Revista Sísifo. O prazo para envio de artigos para publicação nesta edição encerra no dia 10 de outubro de 2017. Os artigos devem ser enviados para o e-mail sisiforevista@gmail.com, de acordo com as regras estipuladas na seção "Submissão". 


Karla Cristhina Soares Sousa
Laiz Fraga Dantas
Organizadoras


Chamada referente ao dossiê Política, comunicação e cultura da Revista Sísifo.
[encerrado]
Os meios de comunicação têm se popularizado com o passar dos tempos. Na Grécia antiga tinha-se o teatro e a poesia, na modernidade a imprensa transpôs fronteiras até então impensadas. Estes meios utilizados para se reportar à população foram se ampliando: o número de jornais impressos aumentou com o número de pessoas que aprenderam a ler; veio o rádio e, em seguida, a pintura, que era de acesso aos poucos nobres ou burgueses consumidores, se alia à fotografia, que com suas técnicas de reprodução ampliam o público admirador dos pintores; da fotografia nasce o cinema, que juntos levam narrativas a todos os cantos do mundo. No século XXI, a internet afirma-se como mass media e desencadeia grande revisão em torno dos debates ligados à comunicação. Para muitos autores, o importante a notar é que subjacente a todos estes meios existe a proliferação de um discurso, de uma ideologia – já que apostam que nunca há discurso livre de alguma ideologia. Platão denunciava a corrupção da ética da população grega promovida pelos poetas; o filósofo contemporâneo denuncia o uso das peças de ficção (em televisão, rádio, cinema e mídias impressas e eletrônicas) como meio de propaganda dos governos e do grande capital.

O dossiê Política, comunicação e cultura procura desenvolver um debate em torno de questões como: quais os usos possíveis dos meios de comunicação? Em que medida os meios de comunicação de massa podem estreitar a distância entre bem estar social e pujança tecnológica? As redes sociais são mesmo linhas de fuga, zona de autonomia? É possível encontrar nestes meios alguma linguagem que comunique conhecimentos considerados “mais sofisticados” como a ciência, a filosofia e a arte sem que os conteúdos destas práticas sejam subtraídos ao leitor comum? O dossiê propõe ainda uma reflexão sobre a promíscua relação entre os que detêm os monopólios dos meios de comunicação e, simultaneamente, ocupam as mais variadas cadeiras do poder institucional; os efeitos culturais de tal relação em uma sociedade que insiste em não democratizar os seus veículos comunicacionais. Para a realização desta reflexão, o diálogo com a obra de autores como Hannah Arendt, Guy Débord, Noam Chomsky, Jean Baudrillard, Nancy Fraser, Theodor Adorno, Walter Benjamin, Antonio Gramsci, Michel Foucault, Jean-Paul Sartre e Jacques Rancière será muito bem-vindo.

O dossiê será lançado na última semana de maio no site da Revista Sísifo. O prazo para o envio de artigos é até 09 de abril. Os artigos deverão ser enviados para sisiforevista@gmail.com, de acordo com as regras de submissão que podem ser consultadas aqui ou na seção "Submissão".


Marcelo Vinicius, 
Rodrigo Araújo, 
Yves São Paulo
Organizadores